O que a empatia tem a ver com a criatividade?

Nosso consultor Thiago Botana, que já trabalha empatia e criatividade com o time de desenvolvimento há alguns anos, falou sobre os temas na seção #compartilhandoideias da nossa última newsletter: “Eu sempre falo de criatividade no sentido da curiosidade de assimilar as coisas, absorver, buscar e consumir informações. Muito desse conteúdo vem dos nossos interesses como indivíduos e é nesse ponto que queria tocar, sobre o quanto deixamos de nos conectar com nós mesmos nos últimos anos e como isso reflete na hora de nos conectarmos com o outro”, diz Botana.

O questionamento veio do artigo escrito por Peter Bregman, que é autor do best-seller “18 minutes – Find Your Focus, Master Distraction and Get the Right Things Done”, para a Harvard Business Review, e que reverberou de forma diferente quando lido agora, algum tempo depois da primeira leitura, em 2020. O que ele diz é: “Um dos efeitos do distanciamento social e do trabalho em casa é que ficamos, muito mais do que o normal, conosco mesmos. O que pode levar a alguma perda de nosso senso de identidade. Será que sabemos quem somos sem todo o reconhecimento externo? Sem roupas extravagantes e carros para projetar uma imagem, sem elogios ou mesmo rejeição, nenhum feedback para nos definir?”

A relação com a criatividade vem também dessa falta de resposta que vem da convivência diária com o outro e por isso Botana indica o texto. “Se eu não consigo colocar essa lente de outra pessoa no meu olhar, eu perco a perspectiva de diversidade, do entendimento básico de que cada um tem sua própria experiência. Se eu perco a perspectiva de quem eu sou, do que eu gosto e as perspectivas reais do porquê elas me influenciam, eu paro de entender isso em relação aos outros. E acho que todas as ferramentas que nos ajudam a mensurar esse tipo de necessidade ficam turvas porque perdemos esse senso de humanidade por não ter conexão com as nossas próprias experiências”, diz Botana.

Talvez a solução não seja simples nem rápida, mas se volte para uma ação mais racional e prática de reconhecimento racional de gostos e desejos que ficaram à mercê de uma certa inércia. “Assim voltamos a nos conectar ao outro, a partir de uma escolha mesmo e não como resultado do que algoritmos ou outras ferramentas nos apresentam, tornando nosso pensamento mais diverso e, provavelmente, mais criativo”.

O quanto a automatização, inclusive dos interesses gerados pelos robôs programados ao usarmos a internet nos direcionando coisas de pessoas aleatórias ou até as próprias notícias de site, que não somos nós que escolhemos a relevância ao acessar a home, nos faz perder conexão com os outros e com a gente mesmo?

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