Metodologia

Podemos dizer que trabalhamos de forma personalizada, então não temos “produtos na prateleira”. A ideia é construir junto com o cliente uma proposta que atenda às necessidades do momento. Nossa metodologia nasce da escuta, se molda pelo contexto e se transforma à medida que as ações vão acontecendo. Estar atento às respostas dos participantes faz toda a diferença para o processo. 

Como disse o psicólogo húngaro Mihaly Csikszentmihalyi: “Business does better with people in Flow!” (Os negócios funcionam melhor com as pessoas fluindo, numa tradução livre). Partimos do conceito definido por ele como FLOW: um estado mental que acontece quando uma pessoa realiza uma atividade e se sente totalmente absorvida, em energia, prazer e foco, no que está fazendo. Costumamos dizer que você reconhece esse momento como àquele que parece fazer o tempo ficar parado ou voar. Pessoas em estado Flow sentem-se engajadas num processo criativo de algo maior, e quando aprendemos a controlar essas experiências internas, somos capazes de determinar a qualidade de nossas vidas. 

Desenvolvemos um modelo que prepara pessoas, equipes e organizações para o crescimento em etapas que variam de pessoa para pessoa e de cliente para cliente. O objetivo é relacionar habilidades e desafios que podem gerar estados mentais diferentes. Vamos desde apatia até momentos de ansiedade se esses elementos não estiverem equilibrados. O equilíbrio recebe o nome de estado ótimo, ou Flow

Quantas vezes nossa capacidade não estava alinhada aos nossos desafios? Como nos sentimos quando isso acontece?

Para Mihaly, temos 8 tipos de sensações oriundas dessa incompatibilidade:
  1. Desinteresse: Quando aquele desafio lhe parece pequeno e poucas habilidades são usadas para atingi-lo.
  2. Tédio: um desafio pequeno para uma habilidade maior tende a nos deixar entediados.
  3. Relaxamento: quando podemos alcançar aquele desafio com o “pé nas costas” a sensação é de tranquilidade.
  4. Controle: o desafio aumenta mas a habilidade para atingi-lo é mais do que suficiente.
  5. Preocupação: as habilidades ainda não estão desenvolvidas o suficiente para o tamanho daquele desafio.
  6. Ansiedade: um desafio extremamente desproporcional à sua capacidade de execução.
  7. Excitação/Agitação: você tem certa habilidade para aquele desafio.
  8. Flow: chamada de experiência ideal, esse é o momento em que o desafio é tão grande quanto a habilidade de completá-lo.  

O paradoxo do trabalho

Em suas pesquisas, Mihaly se deparou com um conflito interno comum às pessoas na maneira de se relacionarem com a forma que ganham seu dinheiro. Por um lado, alguns entrevistados relataram que tiveram alguns dos melhores e mais positivos momentos enquanto estavam trabalhando. Dessa forma, deveriam desejar cada vez mais estar trabalhando e sua motivação no trabalho deveria ser bem grande. No entanto, mesmo se sentindo bem, as pessoas geralmente dizem que preferiam não estar trabalhando e sua motivação no trabalho costuma ser baixa. E o contrário também é verdadeiro, quando supostamente aproveitam seu tão merecido descanso, costumam reportar baixos níveis de animação.

E aí está o paradoxo: No trabalho sentem-se habilidosas e desafiadas e, consequentemente, mais felizes, fortes, criativas e satisfeitas. No tempo livre, não sentem que suas habilidades estão sendo usadas, logo, tendem a sentirem-se mais tristes, fracas, lentas e insatisfeitas. 

Por que então preferem trabalhar menos e passar mais tempo descansando?

Existem várias explicações possíveis para essa contradição, mas uma conclusão é inevitável: quando se trata de trabalho, as pessoas não prestam atenção em seus sentidos. Elas ignoram a qualidade da experiência imediata e baseiam sua motivação em uma cultura enraizada no estereótipo do que o trabalho “deveria ser”

Como Flow pode ajudar nesse dilema? 

Em uma pesquisa de 2013*, o Instituto Gallup mostrou que 70% dos trabalhadores estão insatisfeitos. Mihaly fez a mesma constatação em suas pesquisas. Para ele, existem três grandes motivos:

1. A necessidade/carência de diversidade e desafios 

Esse pode ser um problema de qualquer um, mas especialmente daqueles que trabalham com uma rotina fixa na maior parcela de seu dia. Essas características são inerentes ao trabalho,  mas elas dependem de como as oportunidades são percebidas. Imagine se as outras pessoas encararem o seu trabalho como maçante ou insignificante?

2. Lidar com conflitos com outras pessoas no trabalho, especialmente os gestores

Lidar com colegas de trabalho e gestores pode ser uma tarefa difícil. Conflitos no trabalho, em geral, acontecem quando as pessoas se sentem na defensiva por conta do medo de perderem a credibilidade. E, talvez, a melhor forma de evitá-los seja traçar objetivos em que um só consiga atingir enquanto ajuda outros a alcançarem os seus. É menos direto e mais demorado do que correr para atender os seus interesses, independentemente do que aconteça com os outros, mas, no longo prazo, raramente falha.

3. Burnout: muito estresse e pressão, pouco tempo para si mesmo e a família

Esse é, de longe, o aspecto mais subjetivo no trabalho e, no entanto, um dos mais simples de ter controle consciente. O estresse existe apenas se experimentarmos ele; é preciso condições objetivas mais extremas para causá-lo diretamente. A mesma quantidade de pressão pode desanimar uma pessoa tanto quanto desafiar positivamente outra. 

Existem milhares de formas de aliviar o estresse, como: melhorar a organização, delegar responsabilidades, alinhar a comunicação entre pares e superiores; além de outras baseadas em fatores externos ao trabalho, como: melhorar a vida em casa, formas de lazer, ou até novas disciplinas internas como meditação. Todas essas ações, claramente, podem ajudar, mas a única resposta real está em criar estratégias para melhorar, de maneira geral, a qualidade da experiência. 

O Flow faz com que nos sintamos mais vivos e nos traz consciência de que somos únicos. Como consultoria, acreditamos numa metodologia que olhe para o indivíduo, mesmo que em projetos que abracem o todo. Não é raro que, em muitos treinamentos, ao falar de liderança, a cultura organizacional seja envolvida e transformada. Assim como ao desenvolver trainees e estagiários, acabemos alcançando líderes e organização.  

*Referências ao estudo publicado por Mihaly Csikszentmihalyi

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