Mentoria: experiência e conhecimento compartilhados

Juliana Gola
02 maio 2021

Você já teve alguém que te ajudou em um momento específico da vida? É curioso como nos últimos anos, todo e qualquer nome importante entre empresários, CEOs, profissionais de tecnologia e inovação, e até mesmo artistas e esportistas, que passam a ascender, traga em sua trajetória um mentor ou mentores fundamentais para o seu reconhecimento. Nem sempre demos este nome, mas é certo que todos lembramos de pessoas fundamentais em fases decisivas da vida.  

Mark Zuckerberg, por exemplo, era cercado por eles, entre os quais, Roger McNamee, à época um dos magnatas de Silicon Valley e que o acompanhou por três anos, em encontros semanais. Zuckerberg tinha apenas 22 anos e dava os primeiros passos com o Facebook. Por outro lado, a ativista Greta Thunberg aponta como mentora sua própria mãe, a cantora lírica Malena Ernman, conhecida militante de causas ambientais, que, em 2017, foi nomeada Heroína Ambiental do Ano pelo WWF-Suécia. Mas será que todos temos – ou teremos – um mentor para chamar de nosso? E somos – ou seremos – mentores de alguém?

Segundo o dicionário, mentor é uma “pessoa que serve a alguém de guia, de sábio e experiente conselheiro”, ou ainda, “pessoa que inspira, estimula, cria ou orienta (ideias, ações, projetos, realizações)”. E a mentoria é um processo de aceleração de carreira, que acontece a partir do acompanhamento por um profissional mais experiente em determinada área, em encontros periódicos que acabam por construir uma relação de mentor – mentorado (ou mentee). Ou seja, as respostas para as duas perguntas acima são: sim! Se assim quisermos e buscarmos.

“Vale lembrar que ser um mentor não é apenas compartilhar uma experiência com aqueles que estão ingressando em um determinado nicho de mercado. De forma alguma! O trabalho deve ser embasado e ancorado em conhecimento e valor de conteúdo, afinal, o papel é conduzir para a identificação e alcance dos seus objetivos. E isso se dá a partir de uma estratégia ágil, eficiente, assertiva e inteligente que o conduza à conquista, evidenciando e estimulando as competências dele. E esse caminho não é traçado de forma milagrosa ou mágica”, escreveu Cláudio Brito em artigo especial para o Estadão. Brito é mentor de mentores e CEO Global Mentoring Group, grupo internacional focado na alta performance de mentores, baseado nos Estados Unidos. Segundo ele, um bom mentor precisa saber como desenvolver o potencial do outro, identificar habilidades a serem trabalhadas e transformar limitadores, além de buscar aprendizado sempre. “O interesse pelo conhecimento deve permear toda a sua vida”, completa. 

Nos Estados Unidos, a atividade de mentores em empresas já é bem estruturada, e, no Brasil, o assunto tem gerado grande interesse. “Em 2021, grande parte dos nossos programas de desenvolvimento contam com propostas de mentoria”, conta Márcio Cassin, Partner e Country Manager da Flow International no Brasil. “Nosso time de desenvolvimento de programas tem criado algumas possibilidades neste sentido, onde gestores são mentores de trainees e estagiários, por exemplo, ou em dinâmicas em duplas, misturando gerações e áreas complementares. Nos próximos meses, programas no Burger King, CashMe, Sankhya, Locaweb e Mills Solaris seguirão com as etapas de mentoria propostas por nós.”

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