Como o cérebro trabalha a aprendizagem?

Juliana Gola
01 julho 2021

Nossa consultora Bárbara Gola é Head de Desenvolvimento e Aprendizagem e falou na nossa última newsletter sobre o funcionamento do cérebro na seção #CompartilhandoIdeias. “Eu gosto muito de falar sobre a questão fisiológica, dessa mecânica particular que explica porque fazemos o que fazemos e desmistifica a ideia de que quanto mais lermos, em quantidade, mais aprenderemos”. Segundo o autor Benedict Carey, que ela recomenda fortemente, “as pessoas aprendem e mantêm o conteúdo por muito mais tempo quando distribuem – ou espaçam – seu tempo de estudo que quando o concentram”. O que ele chama de “efeito de espaçamento”. 

Mais vale estudar uma hora por dia durante oito dias do que oito horas seguidas em um único dia, portanto. “Isso acontece porque o cérebro não vai captar tudo e vai apenas arquivar as informações. O que conecta com outra autora que me diz muito que é a Tali Sharot (‘A mente influente’) que fala sobre as emoções, quanto mais confortável, mais você irá conectar emocionalmente com determinada informação e aprender sobre ela”. 

O que significa que quando estamos nervosos, não aprendemos, com fome, não aprendemos, com frio, não aprendemos. É preciso estar nas melhores condições para que o aprendizado aconteça. “O cérebro por si só é ‘preguiçoso’, ele está pronto para te defender dos perigos, sobreviver, então o que vai acontecer naquela prova que você estuda um dia antes é decorar. Ele escaneia o ambiente, entende o que te põe em risco e trabalha pela sua sobrevivência. O que temos que fazer é achar formas de ‘hackear’ o nosso cérebro”, diz Bárbara.

No dicionário: “hackear é explorar um sistema de computador para usá-lo de uma forma não prevista pelos seus desenvolvedores. Geralmente se aproveitando de uma falha de segurança para acessar informações ou controlar sistemas restritos“. 

“E aí entra outra teoria da Tali Sharot que costumo usar muito nos meus programas que é o ‘viés do otimismo’. Aconteça o que acontecer, o seu cérebro vai continuar te forçando a ser otimista e isso te leva para um lugar de achar que já aprendeu tudo e me leva para mais uma teoria, a do pensamento elástico, que diz sobre flexibilizar o cérebro, colocar mais informações novas, de pouquinho em pouquinho, ter pessoas diferentes na nossa rede e prepará-lo para o desconhecido para que ele não leia como ameaçador e, sim, como aprendizado”. 

A indicação da Bárbara Gola é esse TED, de 2012, da Tali Sharot: https://www.ted.com/talks/tali_sharot_the_optimism_bias

 

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