Autenticidade, por Guilherme Lima

Juliana Gola
12 julho 2022

Uma das definições do dicionário Michaelis da palavra autêntico é “que não é falso ou imitativo; original”.

Partindo desse pressuposto, uma pessoa autêntica seria uma pessoa original, que não imita os outros e que não é falso. Mas, é possível ser assim, dentro do contexto corporativo, onde se fala sobre missão, visão e valores ou mesmo sobre fit cultural?

A resposta é SIM! 

Quando falamos do ambiente corporativo, é necessário também olhar sobre quem compõe a organização: pessoas! E cada uma delas traz seus valores, ideias e referências que conversam diretamente com a cultura da empresa. Justamente por esse fator, é importante reconhecer que  pessoas são parte estratégica de um negócio.

Agora, voltando para a autenticidade, é importante dar um passo atrás e entender as motivações individuais e pessoais de cada um. Não à toa, Maslow categorizou as relações sociais como o terceiro integrante das necessidades humanas. Faz parte da natureza humana se sentir integrado à algum grupo, propósito ou algo que permite se conectar com o outro. Passamos a vida querendo fazer parte de algo: o famoso “Senso de Pertencimento”.

Quando, no ambiente corporativo, o colaborador sente-se parte da equipe, totalmente integrado, com nitidez e foco da direção a ser tomada,  a tendência é que os colaboradores fiquem mais engajados, assertivos e focados. E, nesse sentido, a autenticidade se torna crucial para fazer isso acontecer.

Pode-se resumir autenticidade como capacidade de respeitar suas próprias necessidades e limitações, sem qualquer tipo de julgamento,  sendo verdadeiro e legítimo para si mesmo e também com os outros.  Agora, imagine você trabalhando em um lugar em que você não pode ser você, onde sua energia é gasta não em suas entregas, mas, sobretudo, no personagem que você cria de si mesmo para atender as expectativas que não são suas, mas dos outros e assim ser aceito e reconhecido:  isso te cansaria?

Essa é uma das realidades possíveis que muitas pessoas enfrentam, principalmente minorias como mulheres, gays ou PCDs.

Mas como cultura, pessoas e autenticidade se conectam?

Cultura, enquanto direcionador estratégico de um negócios, pessoas, enquanto integrantes da companhia, e, autenticidade, como fator individual para que pessoas possam entregar seus melhores resultados se permitindo ser criativo, diverso e único naquilo que se faz.

Brené Brown cita em seu livro A Coragem de Ser Imperfeito que “[..]é preciso coragem para ser imperfeito. Aceitar e abraçar as nossas fraquezas e amá-las. E deixar de lado a imagem da pessoa que devia ser, para aceitar a pessoa que realmente sou.[…]”, exemplificando que é necessário ter um olhar mais inclusivo para si, mesmo com fraquezas, reconhecendo suas vulnerabilidades para ser quem se é e dessa forma conectar não apenas consigo, mas com o outro e também com a companhia. E embora isso possa exigir doses de coragem diárias, acaba sendo benéfico para todos.

E agora, você topa participar de uma jornada mais autêntica, corajosa e inclusiva?

Guilherme Lima

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